Há aproximadamente 1 ano e meio, escrevo no blog Bioquímica e Filosofia, e no blog Poesia com Filosofia.
Participo de alguns sites de poesia, dos quais já constam 2000 visitas e quase uma centena de comentários.
Em Outubro de 2009, tive uma poesia “Instante” classificada no 3? concurso Viçosense de literatura, promovido pela Editora UFV, da Universidade Federal de Viçosa.
Em Novembro de 2009 a poesia “Criar e não Crer” foi a vencedora do Concurso de Poesia do Instituto de Filosofia – Uma letra, A Frase, Uma Poesia, O Sonho.
Algumas poesias de Rafael Figueira:
Acordo
Tem dias em que acordo sistemático Pragmático quase analítico
Em outros acordo sonhador Pensativo reflexivo
Tem dias que nem sei se acordo Em outros apenas recordo que com a vida um acordo acordei...
... o de nunca acordar só
Confissão
... não espero ser recompensado é como ir contra o auditório contraditório
ou
rir do encontro com a solidão é sofrer por antecipação em vão
espero sim um contra-golpe um contra-ataque um xeque-mate se quiser me mate...
...mas não prometa
por mais fácil que pareça.
Criar e não Crer
Um dia sua consciência, Com Ciência lhe perguntou: O que criastes até então? Percebeu que nada criara...
Sua tristeza, Sua felicidade Sua mentira, Sua verdade Sua eternidade Nada criara..
Recebeste pronta, Nasceste culpado, Viveste angustiado, Mas seria isso viver? ou apenas um sobreviver ou mais terrível ainda Um subviver!!!
Isso explicaria seu fascínio, diante do declínio, ao artista Que CRIA, RE-CRIA e que ao fazer SORRIA..
Desculpa
Achava-se culpado Não sabia bem o por quê...
Antes de dormir fazia as orações Cumpria suas obrigações e também as devoções
Tinha dias que nem a percebia noutras noites por ela era esmagado.....sufocado....consumido...
que culpa seria essa? revirava suas memórias procurando por razões...
e o pior as encontrava... internalizava-as...
aquilo ao invés de o impulsionar o fazia entrevar
numa pequena dor diária mas insistente e que agora freqüentava diariamente sua atordoada mente...
Gêneses
Em algum momento O ser humano se percebeu racional
Passando a acreditar em sua razão e Pensando ter sempre razão divorciou-se da paixão
Com a razão nas mãos procurou sua origem e criação
Como se estivesse ai a resposta de suas indagações a explicação de suas emoções
de certo só se ouviu o silêncio
Criou-se então O mito da criação Eva e Adão
Fazendo entre o humano e o divino a ligação - que presunção...
A razão descobre a perfeição e tudo não passou de uma invenção
Instante
Queria ser assim Um sentir sempre, Um viver alegremente, Queria ser um instante,
Muitos já não querem mais
Contentaram-se:
“Tudo é vazio, Tudo é igual
Tudo foi”
Outros, não querem nem mesmo querer
Um cansaço os acompanha,
Esperam a morte,
Sem querer a vida!!
Quero ser assim Um sentir sempre, Um viver alegremente, Quero ser neste instante...
Gêneses
Em algum momento
O ser humano se percebeu racional
Passando a acreditar em sua razão
e Pensando ter sempre razão
divorciou-se da paixão
Com a razão nas mãos
procurousua origem
e criação
Como se estivesse ai
a resposta de suas indagações
a explicação de suas emoções
de certo
só se ouviu o silêncio
Criou-se então
O mito da criação
Eva e Adão
Fazendo
entre o humano
e o divino
a ligação
- que presunção...
A razão descobre a perfeição
e tudo não passou de uma invenção
R. Figueira
Comentários (1)
Concurso do Instituto de Filosofia
1
Qui, 27 de Maio de 2010 08:27
André Al
Olá Rafael, tudo bem?
Meu nome é André Alves, também participei do concurso do Instituto de Filosofia do MT, no final de 2009. Tive um poema selecionado também, paguei pelo livro, mas... ainda não recebi nada...
Cara, queria saber se você recebeu o seu exemplar?
Meu nome é André Alves, também participei do concurso do Instituto de Filosofia do MT, no final de 2009. Tive um poema selecionado também, paguei pelo livro, mas... ainda não recebi nada...
Cara, queria saber se você recebeu o seu exemplar?
André Al. Braga
http://mundoid.blogs.sapo.pt/