Matéria - Arte e Cotidiano por Leandro Batista
Leandro Batista
O mobiliário urbano (é essa parada de ponto de ônibus, lixeiras, banco de praça, e essas coisas de uso comum) serve de suporte para a realização dos trabalhos, utilizando as técnicas da street art, como por exemplo: Os stickers, pôster-bombs e os stencils. O objetivo é trabalhar os assuntos do cotidiano de forma critica e junto a isso proporcionar uma experiência estética bacana para os usuários, ou seja beleza com conteúdo.
A apropriação como procedimento artístico coloca em evidencia, pela ironia e crítica, numa tentativa de comunicação direta com o público, levando a uma reflexão sobre a exclusão social, quando se instaura o medo na população através da violência urbana, quando se tem no transporte publico um instrumento voltado única e exclusivamente para transporte de trabalhadores ficando esquecido o lazer a educação e as atividades culturais. Você pega o ônibus de segunda a sexta e vai para o seu trabalho, normalmente em conduções lotadas, no final de semana quando você pretende ir se divertir onde estão os ônibus?? Obvio que quanto mais afastado do centro mais perceptível fica essa situação.

Inspirado nos artistas que se utilizam dos espaços da cidade, com ou sem permissão, para se apropriar dos suportes produzidos pelo ambiente urbano e realizar seus trabalhos, atividade nem sempre vista como um ato criador, mas sim como puro ato de vandalismo.
Vou terminar com uma frase que escutei de um amigo meu:
“Se não quiser ver arte urbana vai pro campo, por que um muro em branco é um muro mudo.”